Share it

segunda-feira, Novembro 17, 2014

Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros 2015

O Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros está de volta, com novo prazo de entrega de obras até dia 15 de Janeiro de 2015.
Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros
Ilustração por Fabio Pastori apresentada no último concurso
O regulamento disponível no site do Museu da Lourinhã (link)



  1. Organização: O Concurso Internacional de Ilustração de Dinossauros é organizado pelo Grupo de Etnologia e Arqueologia da Lourinhã (GEAL), entidade que tutela o Museu da Lourinhã.
  2. Tema: Dinossauros e outros animais extintos. As ilustrações podem representar reconstituição de vida dos animais, eventualmente no seu meio ambiente, ou fósseis encontrados.
  3. Prémios: Os prémios são monetários e pagos em Euros.

    1º Lugar - 1000 Euros
    2º Lugar -   500 Euros
    3º Lugar -   250 Euros
    5 Menções Honrosas - 50 Euros cada
  4. Júri: A composição do Júri será anunciada oportunamente.
    As decisões do Júri são finais e não admitem recurso. O Júri reserva-se o direito de não atribuir um ou mais dos prémios se a qualidade dos trabalhos assim o justificar. O concurso só s
  5. e realizará caso haja um mínimo de dez concorrentes com submissões válidas.
  6. Participação: Podem concorrer todas as pessoas, de nacionalidade Portuguesa ou estrangeiras, com mais de 15 anos.
  7. Identificação das obras: As obras devem ser acompanhadas da identificação clara e inequívoca do autor, incluindo obrigatoriamente o nome, idade, nacionalidade, e-mail, telefone e endereço postal completo, incluindo o país. No título da obra devem constar os nomes das espécies ilustradas.
  8. Número de obras: Cada participante pode concorrer com qualquer número de obras.
  9. Dimensões e técnicas: Não há restrições à dimensão das obras. Todas as técnicas de ilustração e materiais são aceites. Valoriza-se a entrega, junto com a obra, de CD com a digitalização da mesma.
  10. Imagens digitais: As imagens digitais devem ter a definição mínima de 300 dpi, tamanho real, não comprimido. Além do CD deve ser enviada uma cópia impressa com boa qualidade. Este material não será devolvido.
  11. Exclusão de admissibilidade: Não são admissíveis a concurso obras sem carácter científico, nomeadamente banda desenhada, cartoons e caricaturas, bem como obras submetidas a anteriores edições do CIID.
  12. Critérios de avaliação das obras: As obras são avaliadas pelo seu rigor científico e qualidade das técnicas utilizadas.
    Valoriza-se:
    • Ilustrações de espécies portuguesas.
    • Ilustrações de espécies representadas no Museu da Lourinhã, em particular dos seus holótipos, a saber: Lourinhanosaurus antunesiKuehneodon hahni,Dinheirosaurus lourinhanensisDraconyx loureiroiAllosaurus europæusMiragaia longicollumImocetus piscatusGlobicetus hiberusTorvosaurus gurneyi e Zby atlanticus .
    • Ilustrações de fósseis.
  13. Calendário:
    • Submissão das obras a concurso: até 15 de janeiro de 2015
  14. Envio das obras: As obras podem ser enviadas por correio, a expensas do autor, ou entregues por mão própria no Museu da Lourinhã. Não são aceites obras enviads por e-mail.

    Morada para envio:
    CIID - 2014 - Museu da Lourinhã
    Rua João Luís de Moura, 95
    2530-158 Lourinhã
    PORTUGAL
    Notas:
    • O GEAL - Museu da Lourinhã não se responsabiliza por danos ou extravio do material enviado ao concurso.
    • A organização do concurso não cobre seguro nem taxas alfandegárias.
  15. Devolução das obras: As obras serão devolvidas a partir de abril de 2015 e poderão ser levantadas na morada de entrega ou devolvidas por correio. Não são cobertos custos de devolução das obras superiores a 40,00 Euros (Quarenta Euros), despesas alfandegárias ou seguros.
  16. Direitos de reprodução: Ao submeter uma obra a concurso o autor está implicitamente a aceitar o presente Regulamento e a conferir ao GEAL - Museu da Lourinhã os direitos não exclusivos de reprodução da obra, e divulgação do concurso, incluindo mas não exclusivamente, em livros, Internet, material promocional, edições, publicações, apoio museológico e estudos científicos, comprometendo-se o GEAL a mencionar sempre o respectivo autor. Está igualmente a garantir ao GEAL que os direitos concedidos não colidem, por fora alguma, com quaisquer direitos de outrem.
  17. Contactos:

    GEAL - Museu da Lourinhã
    Rua João Luís de Moura, 95
    2530-158 Lourinhã
    PORTUGAL

    Tel.: [+351] 261 413 995 / [+351] 261 414 003
    E-mail: geral@museulourinha.org
    http://www.museulourinha.org

Rules in English at http://museulourinha.org/en/CIID.htm

sexta-feira, Novembro 14, 2014

Paleontologia de Angola em Mestrado premiado pela Universidade de Évora



Realizou-se no passado dia 1 de Novembro a sessão comemorativa de mais um aniversário da Universidade de Évora, com a cerimonia de abertura solene do ano lectivo. Esta cerimónia, onde têm lugar os tradicionais discursos da Reitora, do Presidente do Conselho Geral e do Presidente da Associação Académica, é também marcada pela imposição das insígnias aos novos doutores e pela atribuição de bolsas de estudo e prémios de mérito aos alunos com o melhor desempenho académico do ano anterior.

A Joana Bruno, que desenvolveu o seu trabalho final de mestrado em Ilustração Científica no âmbito das actividades do Projecto PaleoAngola, diplomou-se com média final de 19 valores e foi distinguida como a melhor aluna de Mestrado da Universidade de Évora no ano 2013/2014, tendo recebido o prémio de excelência da Universidade de Évora/Novo Banco.

A Joana dedicou o seu trabalho final de mestrado à ilustração e reconstrução de espécies extintas de Angola. O trabalho final de mestrado, intitulado «Vertebrados fósseis do Cretácico e Cenozóico de Angola: a comunicação e divulgação de Ciência através da Ilustração Científica», orientado por Octávio Mateus e Pedro Salgado, foi aprovado com 20 valores em Janeiro passado.

terça-feira, Novembro 11, 2014

Pegadas de dinossauros e mamíferos em minas de diamantes em África

Replicamos aqui a notícia no DN sobre pegadas de dinossauros e mamíferos em minas de diamantes na Catoca, Angola, que teve um enorme impacto mediático (ver links abaixo):

Pegadas de dinossauros em mina de diamantes em Angola

por Filomena Naves06 novembro 2014
Um dos trilhos
Um dos trilhosFotografia © Octávio Mateus
Paleontólogo português Octávio Mateus identificou e recolheu as pegadas. O estudo foi apresentado ontem em Berlim.
Foi uma descoberta inesperada e, diz o paleontólogo Octávio Mateus, "é a primeira do género no mundo, que eu conheça". O achado, um conjunto de pegadas de dois dinossauros, de um mamífero e de um crocodilo, foi feito no fundo da mina de diamantes da Catoca, na Lunda, em Angola, e o seu anúncio ontem, em Berlim, no congresso da Sociedade Internacional de Paleontologia de Vertebrados, gerou "surpresa e interesse", como o investigador português já esperava.
"Esta é uma história científica fascinante", sublinha Octávio Mateus, professor e investigador da Universidade Nova de Lisboa e responsável do Museu da Lourinhã, que integrou a equipa que fez o estudo das pegadas e que esteve ontem na capital alemã a falar disso.
Desde logo, "é surpreendente o local para uma descoberta destas, porque uma mina de diamantes, sendo de origem vulcânica resulta de uma subida muito rápida da rocha incandescente à superfície, o que deveria inviabilizar a existência de marcas de animais", diz Octávio Mateus. "Não podem caminhar sobre lava quente", esclarece. Mas há uma explicação geológica para o mistério.



..






Links nos media em português:


em inglês:

http://stateschronicle.com/fossilized-tracks-trio-found-angola-diamond-mine-8905.html



O Triásico de Jameson Land revisitado: novos achados de vertebrados e o primeiro fitossauro da Gronelândia.

Um dos títulos apresentados pela nossa equipa no congresso da Sociedade de Paleontologia de Vertebrados no dia 5 de Novembro foi "O Triásico de Jameson Land revisitado: novos achados de vertebrados e o primeiro fitossauro da Gronelândia".


Escavação de prossaurópode Plateosaurus.


O Triásico de Jameson Land revisitado: novos achados de vertebrados e o primeiro fitossauro da Gronelândia.

Uma expedição a Jameson Land (leste da Gronelândia) foi realizada em julho de 2012, envolvendo doze pesquisadores e técnicos da Dinamarca, Alemanha e Portugal. O trabalho de campo foi concentrado em dois locais: Lepidopteris Elv e Macknight Bjerg, Noriano-Retiano dos membros Malmros Klint e Orsted Dal da Formação Fleming Fjord.

Um dos principais achados inclui esqueletos parciais de fitossauro em Lepidopteris Elv (Malmros Klint Mb, ~ 211-210 Ma, Norian), incluindo elementos cranianos e pós-cranianos bem preservados. Material craniano desarticulado inclui a mandíbula, jugais, postorbital, angular e quadrado. Muitos ossos axiais e apendiculares foram recolhidos. Considerando os intervalos de tamanho e duplicação de ossos, o material de fitossauro pertence a pelo menos quatro indivíduos de três tamanhos distintos. A maioria dos ossos são de tamanho adulto com um comprimento de corpo estimado de cerca de 3,8 m, incluindo três úmeros de idênticas dimensões (dois esquerdos e um direito, entre 255 e 264 milímetros) que indicam pelo menos dois indivíduos. Três arcos completo dorsais neurais e um corpo vertebral, todos com suturas neurocentrais não fundidas, e uma parte anterior de um dentário com cerca de 63 milímetros de comprimento mostram a presença adicional de um animal com 1-2 m de comprimento do corpo. A terceira e menor dimensão corporal é deduzida a partir de uma escápula esquerda completa com apenas 34 mm de comprimento, o que corresponde a um comprimento de corpo de 45 a 55 cm. Isso totaliza quatro indivíduos. Estes são os primeiros fitossauros bem documentados na Groenlândia porque os ossos de expedições anteriores pertencem temnospôndilos.
Poster apresentado no congresso SVP 2014.
Foi escavado o prossaurópode Plateosaurus encontrados na década de 1990 na Macknight Bjerg. O número de ossos e da sua dimensão relativa indicam que existem indivíduos de vários tamanhos.

Também foi recolhido em Macknight Bjerg (Ørsted Dal Mb) novos exemplares de Testudinata basais, muito fragmentados devido à soliflucção. O padrão de sutura da carapaça mostra uma condição basal e cf. Proganochelys foi documentada para a área.

Inúmeros trilhos de terópodes foram revisitados e jazidas adicionais descobertas: trilhosde queiroterideos na Lepidopteris Elv (Ørsted Dal Mb) e grandes trilhos de saurópodes e prossaurópode em afloramentos próximos a Macknight Bjerg.
Uma nova localidade, '' Burn Paper Shale'',  na base do retiano de Kap Stewart Fm forneceu numerosos coprólitos, tubarão e temnospôndilos.
O elenco faunístico é semelhante ao de localidades fósseis na Europa Central e pode indicar o conjunto típico de um ecossistema terrestre Triássico estável.


Mateus, O., Clemmensen L., Klein N., Wings O., Frobøse N., Milàn J., Adolfssen J., & Estrup E. (2014). The Late Triassic of Jameson Land revisited: new vertebrate findings and the first phytosaur from Greenland. Journal of Vertebrate Paleontology. Program and Abstracts, 2014, 182.
PDF


Abstract:
An expedition to Jameson Land (East Greenland) was conducted in July of 2012, involving twelve researchers and technicians from Denmark, Germany, and Portugal. The fieldwork focused on two sites: Lepidopteris Elv and Macknight Bjerg, both within the Norian-Rhaetian Malmros Klint and Ørsted Dal Members of the Fleming Fjord Formation. One of the main findings include partial phytosaur skeletons at Lepidopteris Elv (middle Malmros Klint Mb, ~211-210 Ma, Norian), including well preserved cranial and postcranial elements. Disarticulated skull material includes the mandible, jugals, postorbital, angular and quadrate. Many axial and appendicular bones were collected. Considering size ranges and duplication of bones, the phytosaur material pertains to at least to four individuals and three size ranges. Most bones are adult size with an estimated body length of about 3.8 m, including three identical humeri of the same size (two left and one right side, between 255 and 264 mm) that provide evidence for at least two individuals. Three complete dorsal neural arches and one centrum, all with unfused open neurocentral sutures, and an anterior part of a dentary about 63 mm long show the additional presence of an animal with 1-2 m body length. The third and smallest body size is deduced from a complete left scapula only 34 mm in length, corresponding to a body length of 45 to 55 cm. This totals four individuals. These are the first well documented phytosaurs in Greenland because bones of previous expeditions belong to temnospondyls. The prosauropod Plateosaurus site found in the 1990s at Macknight Bjerg (top of Malmros Klint Mb) was excavated. The number of bones and their relative size indicate that more than one individual and body size is present. A new basal Testudinata specimen, very fragmented due to solifluction, was also collected at Macknight Bjerg (Ørsted Dal Mb). The suture pattern of the carapace shows a basal condition and cf. Proganochelys was previously documented to the area. Numerous theropod tracks were revisited and additional tracks were found: cheirotherid tracks at Lepidopteris Elv (Ørsted Dal Mb)and large sauropod and prosauropod tracks in outcrops near Macknight Bjerg. A new locality, ′′Burned Paper-Shale site′′, at the base of the Rhaetian Kap Stewart Fm yielded numerous coprolites, shark remains, and temnospondyls. The faunal list is similar to fossil localities in Central Europe and may indicate the typical assemblage in a stable Late Triassic terrestrial ecosystem.
.

segunda-feira, Novembro 10, 2014

Zooarqueologia de época islâmica


Hoje foi defendida com sucesso a dissertação de mestrado de Diogo Mota sobre "Estudo zooarqueológico de restos faunísticos de época islâmica (séculos XII/XIII) de um silo do castelo de Aljezur" integrado no Mestrado em Paleontologia da FCT-Universidade Nova de Lisboa + Universidade de Évora.
Parabéns ao Diogo que agora é Mestre com uma classificação de 18 valores, por unanimidade, e ao seu orientador Prof. João Luis Cardoso por mais um estudante de sucesso.

Provas de Mestrado em Paleontologia de Diogo Mota

Mestrado em Paleontologia

Provas de Mestrado de Diogo Miguel Machado Mota
Dissertação: "Estudo zooarqueológico de restos faunísticos de época islâmica (séculos XII/XIII) de um silo do castelo de Aljezur"
Constituição do Júri: 
Presidente
•  Doutor Paulo Alexandre Rodrigues Roque Legoinha, Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa
Vogais•  Doutora Cleia Detry Cardoso e Cunha, Investigadora Pós-doc do Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa;
•  Doutor João Luís Cardoso, Professor Catedrático da Universidade Aberta.

Congresso anual da Sociedade de Paleontologia de Vertebrados


O congresso internacional da Sociedade de Paleontologia de Vertebrados (74th Annual Meeting of the Society of Vertebrate Paleontology) que decorreu em Berlim de 4 a 8 de Novembro de 2014 teve uma grande participação do DCT - Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, nomeadamente com vários estudantes do Mestrado de Paleontologia que apresentaram comunicações científicas. Na fotografia estão várias comunicações apresentadas de autoria ou co-autoria do DCT.

quinta-feira, Novembro 06, 2014

Quantos Camarasaurus existem?


O dinossauro Camarasaurus é alegadamente um dos saurópodes mais bem conhecidos. Contudo, não se sabe exactamente se é apenas um género, quantas espécies estão neste género, nem sequer como as distinguir com rigor. Esta tem sido uma demanda a que se dedicou Emanuel Tschopp e colegas através de uma análise com base em espécimes em vez de espécies ou géneros.
O resultado é agora publicado preliminarmente no congresso 74th SVP, em Berlim.

Como principais conclusões: existe apenas um único género (o género Cathetosaurus afinal poderá não ser válido, ao contrário do que pensávamos), a família Camarasauridae é monofilética e tem um único género. Contudo, parece haver mais espécie do que as reconhecidas actualmente.



Tschopp, E., Mateus O., Kosma R., Sander M., Joger U., & Wings O. (2014). A specimen-level cladistic analysis of Camarasaurus (Dinosauria, Sauropoda) and a revision of camarasaurid taxonomy. Journal of Vertebrate Paleontology. Program and Abstracts, 2014, 241-242.
PDF

.

quarta-feira, Novembro 05, 2014

74º Congresso da Sociedade de Paleontologia de Vertebrados: recorde de apresentações portuguesas

Começa hoje, 5 de Novembro de 2014, o 74º Congresso da Sociedade de Paleontologia de Vertebrados (74th Annual Meeting of the Society of Vertebrate Paleontology) que é talvez o principal congresso mundial da especialidade. Este ano há 18 comunicações de paleontólogos portugueses ou de instituições portuguesas, o que é um número recorde. A variedade de temas também é impressionante: mamíferos, dinossauros, fitossauros, plesiossauros, crocodilos, etc.


Temos vários dos nossos estudantes do Mestrado de Paleontologia da FCTUNL+UÉ a fazer as suas primeiras apresentações num congresso SVP.

Aqui está a lista das referências:

Jacobs, L., Polcyn M., Mateus O., Scott M., Graf J., Kappelman J., Jacobs B., Schulp A., Morais M., & Goncalves O. (2014).  Cenozoic vertebrates of coastal Angola. Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2014. 153

Stockdale, M., Benton M., & Mateus O. (2014).  Cracking dinosaur endothermy: paleophysiology unscrambled. Journal of Vertebrate Paleontology. Program and Abstracts, 2014, 235-236.

Hendrickx, C., Mateus O., & Araújo R. (2014).  The distribution of dental features in non-avian theropods and a proposed terminology of theropod teeth. Journal of Vertebrate Paleontology. Program and Abstracts, 2014, 146.

Marzola, M., Mateus O., Schulp A., Jacobs L., Polcyn M., & Pervov V. (2014).  Early Cretaceous tracks of a large mammaliamorph, a crocodylomorph, and dinosaurs from an Angolan diamond mine. Journal of Vertebrate Paleontology, Program and Abstracts, 2014. 181.

Russo, J., Mateus O., Marzola M., & Balbino A. (2014).  Eggs and eggshells of crocodylomorpha from the Late Jurassic of Portugal. Journal of Vertebrate Paleontology. Program and Abstracts, 2014, 218.

Marinheiro, J., Mateus O., Alaoui A., Amani F., Nami M., & Ribeiro C. (2014).  Elephas and other vertebrate fossils near Taghrout, Morocco. Journal of Vertebrate Paleontology. Program and Abstracts, 2014, 178.

Mallison, H., Schwarz-Wings D., Tsai H., Holliday C., & Mateus O. (2014).  Fossil longbone cartilage preserved in stegosaurs?. Journal of Vertebrate Paleontology. Program and Abstracts, 2014, 176.

Polcyn, M., Jacobs L., Strganac C., Mateus O., Myers S., May S., Araujo R., Schulp A., & Morais M. (2014).  Geology and paleoecology of a marine vertebrate bonebed from the lower Maastrichtian of Angola. Journal of Vertebrate Paleontology. Program and Abstracts, 2014, 206.

Hayashi, S., Redelstorff R., Mateus O., Watabe M., & Carpenter K. (2014).  Gigantism of stegosaurian osteoderms. Journal of Vertebrate Paleontology. Program and Abstracts, 2014, 145.

Mateus, O., Clemmensen L., Klein N., Wings O., Frobøse N., Milàn J., Adolfssen J., & Estrup E. (2014).  The Late Triassic of Jameson Land revisited: new vertebrate findings and the first phytosaur from Greenland. Journal of Vertebrate Paleontology. Program and Abstracts, 2014, 182.

Tschopp, E., Mateus O., Kosma R., Sander M., Joger U., & Wings O. (2014).  A specimen-level cladistic analysis of Camarasaurus (Dinosauria, Sauropoda) and a revision of camarasaurid taxonomy. Journal of Vertebrate Paleontology. Program and Abstracts, 2014, 241-242

Malafaia et al. 2014 New cranial remains assigned to Megalosauridae (Dinosauria: Theropoda) from the Late Jurassic of Lusitanian Basin (Portugal).Journal of Vertebrate Paleontology. Program and Abstracts, 2014

Araújo e Correia 2014. Soft-tissue anatomy of the plesiosaur pectoral girdle inferred from basal eosauropterygian taxa and the extant phylogenetic bracket. Journal of Vertebrate Paleontology. Program and Abstracts, 2014

Araújo et al. 2014 Deep questions, explained easy: the example of the therapsid–mammal transition.
Castanhinha et al 2014. The frontal bone: problems and solutions in amniote skull homology. Journal of Vertebrate Paleontology. Program and Abstracts, 2014

Castaninha et al 2014. The Palniassa project: science, education, and outreach from Mozambique. Journal of Vertebrate Paleontology. Program and Abstracts, 2014

Delfino et al. 2014. Reappraisal of the morphology and phylogenetic relationships of the alligatoroid crocodilian Diplocynodon Hantoniensis from the Eocene of Hordwell, United Kingdom. Journal of Vertebrate Paleontology. Program and Abstracts, 2014

Ferreira-cardoso et al. 2014. The floccular complex: neuroanatomy as a tool to unveil paleoecology. Journal of Vertebrate Paleontology. Program and Abstracts, 2014, 

sábado, Novembro 01, 2014

Dentes de dinossauros mostram a existência de terópodes abelissaurídeos no Jurássico de Portugal


Um estudo recente que se focou em quatro dentes de dinossauros terópodes do Jurássico Superior de Portugal mostra, pela primeira vez, a existência de terópodes abelissaurídeos em Portugal. Este grupo de dinossauros tornou-se abundante no Cretácico de Gonduana, pelo que a ocorrência no Jurássico de Portugal é, no mínimo, inesperada. Outro dos dentes, o maior, é atribuído a Torvosaurus gurneyi. Além disso, o estudo faz uma abordagem cladística aos dentes de dinossauros terópodes e mostra que podem ser úteis para uma identificação até a nível da família e por vezes até ao género.
O estudo publicado na revista Zootaxa é assinado por Christophe Hendrickx e Octávio Mateus e é um dos resultados do doutoramento do primeiro pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
Alguns destes dentes estão em exposição no Museu da Lourinhã.

Dente de dinossauro abelissaurídeo do Jurássico de Portugal (Hendrickx e Mateus, 2014)

Resumo:
Os dinossauros terópodes formam um clado altamente diversificado, e seus dentes são alguns dos elementos mais comuns do registo fóssil de dinossauros do Mesozóico. Este é o caso da Formação Lourinhã (Jurássico Superior, Kimmeridgian-Tithonian) de Portugal, onde os dentes de terópodes são particularmente abundantes e diversificadas. Quatro dentes de terópodes isolados são descritos e identificados com base em dados morfométricos e anatómicos. Eles são incluídos numa análise filogenética com base numa matriz de 141 caracteres de dentes e 60 taxa, bem como numa combinação deste conjunto de dados com seis de supermatrizes baseadas em todo o esqueleto de terópodes. A árvore de consenso resultante da matriz de dados com base na dentição revela que os dentes de terópodes fornecem dados confiáveis ​​para a identificação a nível familiar. Portanto, métodos filogenéticos ajudam a identificar os dentes de terópodes com mais confiança. Embora os caracteres dentários não indicam de forma confiável as relações entre os clados mais elevados de terópodes, eles demonstram padrões interessantes de homoplasia sugerindo convergência na dieta em (1), alvarezssauróides, terrizinossauros e troodontídeos; (2) celofisóides e espinossaurídeos; (3) compsognatídeos e dromeossaurídeos; e (4), ceratosaurídeos, alossaurídeos e megalossaurídeos.

Classificação dos dinossauros terópodes (Hendrickx e Mateus, 2014)
         Com base em análises morfométricas e cladísticas, o maior dente da Lourinhã é uma coroa mesial do megalossaurídeo Torvosaurus. O dente é menor identificado como Richardoestesia, e como um parente próximo do R. gilmorei com base na constrição entre a coroa e raiz, o contorno da base de coroa e, por carina distal "em forma de oito", a média de dez dentículos. Finalmente, os dois dentes de tamanho médio pertencem ao mesmo táxon e exibem pronunciada goteira interdenticular entre dentículos distais, dentículos distais em forma de gancho, uma textura de esmalte irregular, e uma margem distal recta, uma combinação de características observadas apenas em terópodes abelissaurídeos. Estes dentes fornecem o primeiro registo de Abelisauridae no Jurássico da Laurásia e um dos registros mais antigos deste clado no mundo, sugerindo uma possível radiação de Abelisauridae na Europa bem antes do Cretácico Superior.

Dentículos de dinossauros carnívoros (Hendrickx & Mateus, 2014)
Referências:
Hendrickx, C., & Mateus O. (2014). Abelisauridae (Dinosauria: Theropoda) from the Late Jurassic of Portugal and dentition-based phylogeny as a contribution for the identification of isolated theropod teeth. Zootaxa. 3759, 1-74. PDF
http://biotaxa.org/Zootaxa/article/view/zootaxa.3759.1.1

Abstract:


Theropod dinosaurs form a highly diversified clade, and their teeth are some of the most common components of the Mesozoic dinosaur fossil record. This is the case in the Lourinhã Formation (Late Jurassic, Kimmeridgian-Tithonian) of Portugal, where theropod teeth are particularly abundant and diverse. Four isolated theropod teeth are here described and identified based on morphometric and anatomical data. They are included in a cladistic analysis performed on a data matrix of 141 dentition-based characters coded in 60 taxa, as well as a supermatrix combining our dataset with six recent datamatrices based on the whole theropod skeleton. The consensus tree resulting from the dentition-based data matrix reveals that theropod teeth provide reliable data for identification at approximately family level. Therefore, phylogenetic methods will help identifying theropod teeth with more confidence in the future. Although dental characters do not reliably indicate relationships among higher clades of theropods, they demonstrate interesting patterns of homoplasy suggesting dietary convergence in (1) alvarezsauroids, therizinosaurs and troodontids; (2) coelophysoids and spinosaurids; (3) compsognathids and dromaeosaurids; and (4) ceratosaurids, allosauroids and megalosaurids.

Based on morphometric and cladistic analyses, the biggest tooth from Lourinhã is referred to a mesial crown of the megalosaurid Torvosaurus, due to the elliptical cross section of the crown base, the large size and elongation of the crown, medially positioned mesial and distal carinae, and the coarse denticles. The smallest tooth is identified as Richardoestesia, and as a close relative of R. gilmorei based on the weak constriction between crown and root, the “eight-shaped” outline of the base crown and, on the distal carina, the average of ten symmetrically rounded denticles per mm, as well as a subequal number of denticles basally and at mid-crown. Finally, the two medium-sized teeth belong to the same taxon and exhibit pronounced interdenticular sulci between distal denticles, hooked distal denticles for one of them, an irregular enamel texture, and a straight distal margin, a combination of features only observed in abelisaurids. They provide the first record of Abelisauridae in the Jurassic of Laurasia and one of the oldest records of this clade in the world, suggesting a possible radiation of Abelisauridae in Europe well before the Upper Cretaceous.

Orçamento de Estado de 2015 reduz "Ciência e Ensino Superior" para 3%


A rubrica da "Ciência e Ensino Superior" no Orçamento de Estado de 2015, desce para 3,0% da despesa do Estado. O valor absoluto é de 1.438,4M€, o que representa uma redução de 2,1% relativa ao ano anterior.

O "Ensino Básico e Secundário e Administração Escolar" também sofre um corte de 11,4% para o valor de 5.291M€, o que representa 10.9% da despesa total.

Curiosamente, a rubrica "Órgãos de Soberania" tem um aumento de 3,5%, para 3.086,3M€, que representa  6,3% da despesa, mais do dobro da Ciência e Ensino Superior.

Despesa em Paleontologia: 0,0000000000000000000000001% (com sorte!)


Despesa por sector no Orçamento de Estado 2015. Fonte: O insurgente

Ensino Básico e Secundário e Administração Escolar:  5.291M€, 10.9% (redução de 11,4% relativo a 2014)
Órgãos de Soberania: 3.086,3M€  6,3%  (aumento de 3,5%)
Ciência e Ensino Superior 1.438,4M€  3,0%  (redução de 2,1%)

quarta-feira, Outubro 29, 2014

PaleoMuseu


Hoje, 29 de Outubro de 2014, é criado o primeiro passo de um museu virtual, o PaleoMuseu, pelos nossos estudantes de Mestrado de Paleontologia FCT-UNL+UÉ, Pedro Fialho e Joana Damas. O financiamento do museu é por Crowd Funding.




segunda-feira, Outubro 27, 2014

Isótopos e a geologia do Namibe, Angola


A geologia e a paleontologia de Angola têm novas datações e novos dados que ajudam a explicar o contexto da riqueza de fósseis do Namibe. Chris Strganac (SMU) que está terminar a sua tese de doutoramento sobre a geologia do Namibe tem abordado particularmente as zonas ricas de fósseis de vertebrados. Os estudos incluem análises a isótopos estáveis de carbono e correlação das suas curvas e métodos de isópotos radioactivos de árgon 40Ar/39Ar. Além de vários pormenores da geologia, estes estudos indicam que os achados eram ligeiramente mais antigos do que se suponha inicialmente.

Estratigrafia de Bentiaba, Angola de onde provém numerosos vertebrados fósseis.



Abstract_
We present the δ13C and paleomagnetic stratigraphy for marine strata at the coast of southern Angola, anchored by an intercalated basalt with a whole rock 40Ar/39Ar radiometric age of 84.6 ± 1.5 Ma, being consistent with both invertebrate and vertebrate biostratigraphy. This is the first African stable carbon isotope record correlated to significant events in the global carbon cycle spanning the Late Cenomanian to Early Maastrichtian. A positive ∼ 3‰ excursion seen in bivalve shells below the basalt indicates the Cenomanian-Turonian Boundary Event at 93.9 Ma, during Oceanic Anoxic Event 2. Additional excursions above the basalt are correlated to patterns globally, including a negative ∼ 3‰ excursion near the top of the section interpreted as part of the Campanian-Maastrichtian Boundary Events. The age of the basalt ties the studied Bentiaba section to a pulse of Late Cretaceous magmatic activity around the South Atlantic and significant tectonic activity, including rotation, of the African continent.


Strganac, C., Salminen J., Jacobs L. L., Ferguson K. M., Polcyn M. J., Mateus O., Schulp A. S., Morais M. L., TS T., & Gonçalves A. O. (2014).  Carbon isotope stratigraphy and 40Ar/39Ar age of the Cretaceous South Atlantic coast, Namibe Basin, Angola. Journal of African Earth Sciences.
http://dx.doi.org/10.1016/j.jafrearsci.2014.03.003
PDF

Eousdryosaurus, um novo dinossauro da Lourinhã


Portugal tem um novo dinossauro, Eousdryosaurus nanohallucis, descoberto em Porto das Barcas, Lourinhã:
Porto das Barcas, Lourinhã

Abstract:
A new dryosaurid ornithopod, Eousdryosaurus nanohallucis, gen. et sp. nov., is described here based on a single specimen from the Late Jurassic Alcobaça Formation of Portugal. Eousdryosaurus nanohallucis is distinguished from all other dryosaurids by eight autapomorphic features and an unique combination of characters, some of which are also shared by other dryosaurids. Eousdryosaurus is linked with Dryosauridae, because the fourth trochanter is proximally placed and widely separated from the scar for the insertion of the M. caudifemoralis longus, which is restricted to the medial surface of the femoral shaft. Phylogenetic analysis nests Eousdryosaurus in an unresolved polytomy at the base of Dryosauridae together with CallovosaurusDryosaurus, and Kangnasaurus. The complete pes of Eousdryosaurus, which has a phalangeal formula of 1-3-4-5-0, supports the putative autapomorphic reduction of the dryosaurid pes that also occurs in parallel in more derived ornithopods.

Ref.:
Fernando Escaso, Francisco Ortega, Pedro Dantas, Elisabete Malafaia, Bruno Silva, José M. Gasulla, Pedro Mocho, Iván Narváez & José L. Sanz. 2014. A new dryosaurid ornithopod (Dinosauria, Ornithischia) from the Late Jurassic of Portugal. Journal of Vertebrate Paleontology. 34(5): 1102 - 1112.

quarta-feira, Outubro 15, 2014

Machimosaurus: o crocodilomorfo de 9 metros do Jurássico de Portugal


Viveu em Portugal há 150 milhões de anos e um novo estudo mostra que Machimosaurus hugii, de nove metros, era o maior crocodilomorfo (grupo que inclui os crocodilos) do Jurássico. O estudo foi liderado por Mark Young da Universidade de Edinburgh, e no qual participou o paleontólogo português Octávio Mateus da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL.
É apresentado o ponto da situação, o estado da arte, relativamente a este género de crocodilomorfo que era conhecido desde há muito, mas mal compreendido.
Descobre-se com esta investigação que este Machimosaurus evoluiu numa sucessão cronológica, geográfica e de espécies, num processo semelhante ao género Crocodylus actual. Ou seja, cada espécie do género Machimosaurus viveu num território e idade ligeiramente distinta. Em Portugal temos os mais antigos e os maiores espécimes deste género. 
Apresenta-se uma nova "arrumação" taxonómica das espécies conhecidas dentro do género, com novas caracterizações e detalhes, e com isso compreende-se que existiu uma nova espécie a que se dá o nome Machimosaurus buffetauti da França e Alemanha, e confirma-se a validade de outras restantes, nomeadamente M. mosae M. hugii
Embora aparentados, tecnicamente os Machimosaurus não são verdadeiros crocodilos mas são crocodilomorfos, ou seja um grupo que inclui os crocodilos actuais e também espécies mais primitivas.
O estudo é publicado na Royal Society Open Science por paleontólogos de Inglaterra, França, Portugal, Alemanha, Suíça e Brasil, num trabalho que começou há cerca de dois anos.

Ver notícia no Jornal Público. Apesar de relatado noutras notícia de fraco jornalismo, este não é o mais antigo dos crocodilos.



Espécies de Machimosaurus, sendo a maior o M. hugii, de Portugal 

Machimosaurus era um género de crocodilomorfo teleossaurídeo de grande porte, considerado durófago/quelonívoro e que frequentava ecossistemas costeiros marinhos e estuarinos durante o Jurássico. É agora publicada a revisão do género com base em espécimes previamente descritos e a revisão das espécies dentro deste género. Conclui-se que havia três espécies europeias de Machimosaurus a qual acresce um outro táxone, na Etiópia. Esta conclusão é baseada em várias evidências: morfologia craniomandibular, dentária e pós- craniana; diferenças na estimativa do comprimento total do corpo; idade geológica; distribuição geográfica e estilo de vida hipotético. É fornecida uma nova diagnose para a espécie-tipo, Machimosaurus hugii, e restringe-se os espécimes referidos apenas para os do Kimmeridgiano superior–Titoniano inferior da Suíça, Portugal e Espanha. Também se apresenta uma nova diagnose de M. mosae, demonstrando que é um nome válido, restrito ao Kimmeridgiano superior–Titoniano inferior do nordeste da França. Rediagnostica-se e valida- se a espécie M. nowackianus de Harrar, Etiópia. Por fim, estabelece-se uma nova espécie, M. buffetauti, para os exemplares do Kimmeridgiano inferior de França e da Alemanha (e, possivelmente, de Inglaterra e Polónia). Machimosaurus pode ter sido análogo ao género Crocodylus do Pliocénico–Holocénico como um táxone de grande porte adaptado a atravessar barreiras marinhas e com taxa limitados geograficamente.


Dente de Machimosaurus hugii
(espécime Museu da Lourinhã)
Crânio de Machimosaurus buffetauti n. sp.





Abstract
Machimosaurus was a large-bodied genus of teleosaurid crocodylomorph, considered to have been durophagous/ chelonivorous, and which frequented coastal marine/estuarine ecosystems during the Late Jurassic. Here, we revise the genus based on previously described specimens and revise the species within this genus. We conclude that there were three European Machimosaurus species and another taxon in Ethiopia. This conclusion is based on numerous lines of evidence: craniomandibular, dental and postcranial morphologies; differences in estimated total body length; geological age; geographical distribution; and hypothetical lifestyle. We re-diagnose the type species Machimosaurus hugii and limit referred specimens to only those from Upper Kimmeridgian–Lower Tithonian of Switzerland, Portugal and Spain. We also re-diagnose Machimosaurus mosae, demonstrate that it is an available name and restrict the species to the uppermost Kimmeridgian–lowermost Tithonian of northeastern France. We re- diagnose and validate the species Machimosaurus nowackianus from Harrar, Ethiopia. Finally, we establish a new species, Machimosaurus buffetauti, for the Lower Kimmeridgian specimens of France and Germany (and possibly England and Poland). We hypothesize that Machimosaurus may have been analogous to the Pliocene–Holocene genus Crocodylus in having one large-bodied taxon suited to traversing marine barriers and additional, geographically limited taxa across its range.

Young, M. T., Hua S., Steel L., Foffa D., Brusatte S. L., Thüring S., Mateus O., Ignacio-Ruiz Omeñaca J., Lepage Y., Havilk P., & Andrade M. B. (In Press). Revision of the Late Jurassic teleosaurid genus Machimosaurus (Crocodylomorpha, Thalattosuchia). Royal Society Open Science..

quinta-feira, Setembro 04, 2014

PaleoAngola 2014

Crocodilo num bloco de arenito.
Voltámos de mais uma expedição em Angola, integrada no Projecto PaleoAngola (www.paleoangola.org).
Participaram Louis Jacobs (SMU) e Octávio Mateus (FCT-UNL e ML), de 23 de Agosto a 1 de Setembro de 2014, com visitas a Cabinda e Kwanza. Recolhemos mamíferos (baleias, proboscídeos e outros), crocodilos, quelónios, tubarões e nautilóides. Além do apoio e participação de sempre da Universidade Agostinho Neto, agradecemos à Esso Angola, Maersk, e ISEM.
Afloramentos espectaculares em Angola, entre o Miradouro da Lua e Barra do Kwanza.



Louis Jacobs e Octávio Mateus







terça-feira, Agosto 12, 2014

Tectónica de Placas

Abertura do atlântico
(Fonte: Wikipedia, domínio público)
A Tectónica de Placas é uma das teorias mais unificadoras da Geologia moderna mas curiosamente a sua aceitação é relativamente recente, começando a ser frequentemente aceite nos anos 70 e 80 (do séc. XX). Trata-se da teoria que explica a posição dos continentes através da unificação de dois conhecimentos: o movimento da massas continentais (também conhecida por Deriva Continental, proposta por Alfred Wegener em 1912) e a expansão dos fundos oceânicos.
Apesar de ser conhecida como "teoria" hoje está bem comprovada e é factual. A tectónica de placas explica porque é que animais semelhantes aparecem em regiões muito diferentes (como na Índia, Austrália e América do Sul), algo que confundiu os geólogos e paleontólogos, incluindo Charles Darwin durante muitos anos. A tectónica de placas permite redesenhar o globo conforme a sua paleogeografia.



Tipos de limites das placas
(Fonte: Jose F. Vigil, Wikipedia, domínio público)


Mapa publicado em Portugal em 1959 com tentativa de explicar a paleogeografia do Jurássico antes do advento da teoria da tectónica de placas,  (Moore, 1959). Note-se que a Índia, Austrália, África e América do Sul mantêm a posição actual, mas com uma alegada massa continental que as unia. Portugal aparecia associado à América do Norte. Hoje sabe-se que a paleogeografia do Jurássico seria bem diferente.

 Moore, P. 1959. História da Terra. Livraria Civilização ed., Porto, 188 pp.

sábado, Agosto 02, 2014

Primeiro fitossauro da península Ibérica descoberto no Algarve

Os fitossauros eram répteis que evoluíram para formas semelhantes aos crocodilos, apesar de estes não serem aparentados e eram dos principais predadores nesta altura do período Triásico, entre os 237 e os 208 milhões de anos. Este grupo de animais era conhecido de numerosos locais do globo, mas desconhecido em Portugal e Espanha. O achado compreende apenas dentes e uma mandíbula, mas suficiente para classificar o único registo da Ibéria deste grupo de répteis predadores. O fóssil foi descoberto durante as escavações em 2012 no Concelho de Loulé, no Algarve e agora publicado na revista científica de paleontologia de vertebrados, Journal of Vertebrate Paleontology, por uma equipa internacional de paleontólogos que inclui Octávio Mateus, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e colaborador do Museu da Lourinhã, que liderou o artigo científico, e que inclui ainda Richard Butler, da Universidade de Birmingham (Reino Unido), Stephen Brusatte da Universidade de Edinburgh (Reino Unido), Jessica Whitesite da Universidae de Brown (EUA) e  Sebastien Steyer do Museu de História Natural de Paris.

O nome fitossauro significa literalmente "lagarto planta" pois inicialmente pensava-se que estes répteis eram herbívoros mas rapidamente se descobriu que eram carnívoros e piscívoros. Este fitossauro em particular tinha os dentes serrilhados semelhantes aos dos dinossauros carnívoros e alimentava-se possivelmente de Metoposaurus, anfíbios gigantes primitivos que também foram descobertos no mesmo local. A principal diferença relativamente aos crocodilos é a narina retraída, perto das órbitas nos fitossauros, e na extremidade anterior do focinho nos crocodilos.

Recorde-se que em 2012 descobrimos o primeiro fitossauro da Gronelândia.

Esqueleto de fitossauro, com mandíbula descoberta em Portugal (Mateus et al., 2014)

Mandíbula de fitossauro (Mateus et al., 2014)
Este estudo foi o resultado de um projecto envolvendo várias instituições internacionais, com financiamento internacional entre os quais: DFG (grant BU 2587/1-1), Jurassic Foundation, Lamont-Doherty Earth Institute Climate Center (Columbia University), Chevron Student Initiative Fund (Columbia University), American Museum of Natural History e CNRS. 

Referência:
Mateus, O., Butler R. J., Brusatte S. L., Whiteside J. H., & Steyer S. J. (2014).  The first phytosaur (Diapsida, Archosauriformes) from the Late Triassic of the Iberian Peninsula . Journal of Vertebrate Paleontology. 34(4), 970-975. (LINK)